Dia Mundial do Meio Ambiente
05/06/17 @ 10:25 am

É necessária uma conexão maior das pessoas com a natureza.

O desafio é descobrir maneiras divertidas e apaixonantes de experimentar e promover essa inter-relação.

Hoje, 5 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data é uma alusão a Conferências das Nações Unidas sobre meio ambiente, realizada em 5 de junho de 1972, em Estocolmo, na Suécia. O intuito é chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais. Além disso, foram estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta.

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Em 2017, a ONU propõe na Semana do Meio Ambiente, que vai até o dia 11, incentivar a nossa conexão com a natureza para fomentar sua proteção. Chegamos ao Dia Mundial do Meio Ambiente numa situação crítica. Passou da hora de agir, principalmente, para minimizar os impactos para as futuras gerações.

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2017 é a conexão das pessoas com a natureza, e nos encoraja a entrar na natureza para apreciar sua beleza e refletir sobre como somos parte integrante e o quanto dependemos dela. Desafia-nos a descobrir maneiras divertidas e apaixonantes de experimentar e promover essa inter-relação.

O lema deste ano pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, ‘Estou com a natureza’, recebeu um terço dos votos na pesquisa mundial realizada no mês passado, superando assim outras três propostas finalistas. O lema ganhador agradou em especial os falantes de árabe e inglês.

Fonte: Contraf

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Conceitos de Educação Ambiental

[EcoDebate] Desde os anos 70 do século passado quando as preocupações com o meio ambiente ganharam destaque nas agendas dos governos e empresas, diversas conferências e congressos internacionais, tratados, documentos legais e publicações estabeleceram conceitos sobre a educação ambiental, sempre na perspectiva da formação da cidadania e da capacitação de recursos humanos para a intervenção transformadora das relações da sociedade com o meio ambiente socialmente construído. Seguem-se alguns destes conceitos.

“Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

Política Nacional de Educação Ambiental – Lei nº 9795/1999, Artigo 1º.

“A Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental”.
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental, Artigo 2°.

“A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa tem a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação”.
Conferência Sub-regional de Educação Ambiental para a Educação Secundária – Chosica, Peru em 1976.

“A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhora da qualidade de vida”.
Conferência Intergovernamental de Tbilisi, Geórgia em 1977.

“Consideramos que a educação ambiental para uma sustentabilidade equitativa é um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si relações de interdependência e diversidade. Isto requer responsabilidade individual e coletiva em níveis local, nacional e planetário”.
Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global. Documento da sociedade civil durante a RIO-92.

“A Educação Ambiental nasce como um processo educativo que conduz a um saber ambiental materializado nos valores éticos e nas regras políticas de convívio social e de mercado, que implica a questão distributiva entre benefícios e prejuízos da apropriação e do uso da natureza. Ela deve, portanto, ser direcionada para a cidadania ativa considerando seu sentido de pertencimento e co-responsabilidade que, por meio da ação coletiva e organizada, busca a compreensão e a superação das causas estruturais e conjunturais dos problemas ambientais.”
SORRENTINO et al, Educação ambiental como política pública, 2005.

“A Educação Ambiental, apoiada em uma teoria crítica que exponha com vigor as contradições que estão na raiz do modo de produção capitalista, deve incentivar a participação social na forma de uma ação política. Como tal, ela deve ser aberta ao diálogo e ao embate, visando à explicitação das contradições teórico-práticas subjacentes a projetos societários que estão permanentemente em disputa.”
TREIN, E. Salto para o Futuro, 2008.

“A Educação Ambiental deve proporcionar as condições para o desenvolvimento das capacidades necessárias; para que grupos sociais, em diferentes contextos socioambientais do país, intervenham, de modo qualificado tanto na gestão do uso dos recursos ambientais quanto na concepção e aplicação de decisões que afetam a qualidade do ambiente, seja físico-natural ou construído, ou seja, educação ambiental como instrumento de participação e controle social na gestão ambiental pública”.
QUINTAS, J. S., Salto para o Futuro, 2008.

“Um processo educativo eminentemente político, que visa ao desenvolvimento nos educandos de uma consciência crítica acerca das instituições, atores e fatores sociais geradores de riscos e respectivos conflitos socioambientais. Busca uma estratégia pedagógica do enfrentamento de tais conflitos a partir de meios coletivos de exercício da cidadania, pautados na criação de demandas por políticas públicas participativas conforme requer a gestão ambiental democrática.”
LAYRARGUES; P.P. Crise ambiental e suas implicações na educação, 2002.

“Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política.”
MOUSINHO, P. Glossário. In: Trigueiro, A. (Coord.) Meio ambiente no século 21.Rio de Janeiro: Sextante. 2003.

“Educação ambiental é uma perspectiva que se inscreve e se dinamiza na própria educação, formada nas relações estabelecidas entre as múltiplas tendências pedagógicas e do ambientalismo, que têm no “ambiente” e na “natureza” categorias centrais e identitárias. Neste posicionamento, a adjetivação “ambiental” se justifica tão somente à medida que serve para destacar dimensões “esquecidas” historicamente pelo fazer educativo, no que se refere ao entendimento da vida e da natureza, e para revelar ou denunciar as dicotomias da modernidade capitalista e do paradigma analítico-linear, não dialético, que separa: atividade econômica, ou outra, da totalidade social; sociedade e natureza; mente e corpo; matéria e espírito, razão e emoção etc.”
LOUREIRO, C. F. B. Educação Ambiental Transformadora. In: Layrargues, P. P. (Coord.)  Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2004.

Fonte das informações:
– http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/politica-de-educacao-ambiental
– http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/tratado.pdf

Antonio Silvio Hendges, Articulista no EcoDebate, Professor de Biologia, Pós Graduação em Auditorias Ambientais, assessoria e consultoria em Educação Ambiental –www.cenatecbrasil.blogspot.com.br

in EcoDebate, 18/08/2016

“Conceitos de Educação Ambiental, artigo de Antonio Silvio Hendges,” in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 18/08/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/08/18/conceitos-de-educacao-ambiental-artigo-de-antonio-silvio-hendges/.

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23/7/2016

CHAPADA DO APODI EM DEFESA DAS ÁGUAS

SALVE O AQUÍFERO JANDAÍRA!

O Aquífero Jandaíra é uma reserva de águas subterrâneas que está em toda a região da Chapada do Apodi e precisa ser preservado. Porém, grandes empresas do agronegócio estão explorando as águas do aquífero como bens privados ameaçando, assim, o lençol freático com contaminação por agrotóxicos no solo e na água mineral e secando os poços que abastecem os assentamentos rurais.

A água é um bem de todos!

NÃO PODEMOS NOS CALAR:

Quarta-feira, 27/07, às 7:30h, com concentração no Posto de Bebel, junte-se a nós em defesa das águas!

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06/07/2016

Aumento da temperatura no planeta continuará?

Acordo de Paris não conseguirá conter aumento da temperatura, alertam cientistas

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Dez especialistas de diferentes países, incluindo o Brasil, alertam, em artigo publicado ontem (30) na revista internacional Nature, que as 195 nações signatárias do Acordo de Paris, assinado em dezembro do ano passado, têm que ser mais ambiciosas e rever com rapidez suas propostas de redução das emissões de gases de efeito estufa para conter o aumento da temperatura do planeta em menos de 2 graus Celsius (°C).

Segundo o pesquisador brasileiro Roberto Schaeffer, professor do Programa de Planejamento Energético do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o estudo associa cada possível aumento da temperatura global à probabilidade de ocorrer.

A análise levou em conta os compromissos de redução de emissões que os países apresentaram voluntariamente à Organização das Nações Unidas (ONU), conhecidas como INDCs (contribuições nacionalmente determinadas pretendidas, na sigla em inglês), e tentou traduzir tudo em uma unidade comum, para projetar as emissões globais entre 2020 e 2030.

Apesar de não haver dúvida sobre a mudança climática, Schaeffer disse que ainda existe uma série de incertezas físicas sobre a dimensão do fenômeno. “Com 50% de chance de não errar, o que significa que há 50% de chance de errar, digo que [o aumento da] a temperatura do planeta no final do século, se as INDCs forem cumpridas ao pé da letra, não deve exceder os 2,9º C.”

O estudo estima, com 66% de chance de acerte, que a temperatura no final do século não deve subir mais que 3,2º C; e com 90% de chance de acerto, que o acréscimo não exceda os 3,9º C. “Dependendo do grau de certeza ou de incerteza que se quer ter, a gente associa então o que seria a temperatura média do planeta ao final do século”.

Limite

Independente da precisão, segundo Schaeffer, o artigo mostra que em qualquer probabilidade de acertar, os países estão bastante longe do objetivo maior da Convenção de Paris de limitar o aumento da temperatura do planeta ao final do século a menos de 2º C, idealmente tentando chegar a aumento de apenas 1,5º C.

“A gente mostra que o Acordo de Paris é muito legal, que o objetivo é muito nobre, mas aquilo que neste momento os países estão propondo fazer não nos leva nem perto do bem abaixo de 2º C”.

No artigo, os pesquisadores advertem, entretanto, que ainda há tempo para tentar reverter o aumento da temperatura global. “Mas os governos têm que acelerar a ambição e a velocidade com que novas medidas são anunciadas e começam a ser de fato implementadas”.

Segundo Schaeffer, não é possível esperar o prazo previsto de cinco anos para que as metas nacionais sejam revistas pelos países. “Está na hora de acelerar isso aí”. A primeira revisão de reavaliação dos compromissos está prevista para 2020.

Por Alana Gandra, da Agência Brasil, in EcoDebate

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05/06/2016

Você sabe o que é consciência ambiental e ecológica?

Conhecimento é fundamental para transformar a realidade. Mas não basta apenas conhecer os impactos causados pelo homem ao equilíbrio ambiental, é necessário refletir e agir.

Consciência Ambiental

Certamente, o termo consciência ambiental é um dos mais utilizados em diversos níveis de nossa sociedade. Seja no encontro de cúpula de grandes líderes internacionais ou na reunião do condomínio, ser ambientalmente e ecologicamente consciente parece ter se tornado uma pauta obrigatória.

Mas, afinal, o que significa ter este tipo de consciência? De um modo geral, trata-se da habilidade de compreender o meio ambiente em que se vive, as ações realizadas em relação a ele, os impactos causados a curto, médio e longo prazos. Esta consciência só se torna completa, porém, quando a percepção amplia-se a ponto de se perceber não apenas a própria casa, mas todo o planeta, como o ambiente em questão.

Outro aspecto desta consciência é a busca por informações. Afinal, consciência e conhecimento são dois pontos profundamente interligados. Hoje, por exemplo, sabemos que os carros são emissores de gases poluentes, assim como as indústrias. Sabemos, ainda, que os países mais ricos e consumistas do mundo são os maiores emissores de gases do efeito estufa. Entendemos que o lixo gerado nas grandes cidades prejudica o equilíbrio ambiental. E também que o desmatamento na região amazônica continua ocorrendo, provocando danos terríveis.

Mas, ser consciente é apenas saber de todas essas coisas? Não necessariamente. A consciência ambiental, assim como qualquer outra consciência, tem pouquíssima utilidade quando não é transformada em ação, quando não é capaz de mobilizar grupos e pessoas na busca por soluções.

Por outro lado, sem consciência, fica muito mais difícil iniciar um caminho de transformação que possa ser efetivo o ponto de mudar uma realidade. E, quanto mais forte for a consciência ambiental, maior também será o senso de responsabilidade em relação ao planeta. A consciência ambiental e ecológica tem o papel fundamental de nos fazer refletir para agir. Proporciona um tipo de conhecimento muito rico e verdadeiramente vital para a preservação dos recursos naturais, da biodiversidade e, por consequência, de todos nós.

Consciência Ambiental
Foto: © Depositphotos.com / Wavebreakmedia

 

 

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Postado por Diógenes Neto




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